Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, publicada segunda-feira (22/mar), Albertoni fala sobre a expansão da Unifesp:
“O mais importante em uma Universidade é professor bom e alunos bem selecionados. Com isso pode dar aula até embaixo da árvore…”
Este é um pequeno exemplo de como os dirigentes da nossa Instituição entendem o processo de expansão de uma Universidade. Também é uma amostra de como pensam a função social da Universidade, do Ensino. Pra quem acha que a UNIFESP deva formar cada vez mais pessoas para o “mercado de trabalho”, talvez não seja problema mesmo ter aulas embaixo de uma árvore.
A reportagem completa você encontra aqui.
Aula embaixo da árvore talvez fosse realmente melhor, assim todos sentariam no chão e não apenas alguns, como quando a gente tem aulas no JM, sala totalmente desestruturada pra receber 120 alunos.
Por que a reunião com o ministro da educação não foi, então, em qualquer outro anfiteatro que não o Leitão da Cunha, mas sim no Campus de Guarulhos ou Diadema? O que importa é a vontade, certo? Logo, não seria nada desagradável deixar um anf com cadeiras confortáveis, arrumado, limpo, e com ar condicionado…
A expansão universitária tem que acontecer? Sim! Precisamos de mais vagas nas universidades públicas? Sim! Mas que essas vagas sejam de fato existentes, e não apenas um número no papel. Ter uma vaga numa universidade subentende que vc tem uma cadeira pra sentar, lousa, projetor, professor, banheiros adequados, e não só isso; as ações afirmativas permitem ao aluno apenas a entrada na universidade, não garantem que ele vai conseguir se manter, precisamos de assistência estudantil, principalmente pra esse aluno “cotista” que vem de outras cidades e estados e vai pra uma cidade nova encontre ao menos uma vaga de moradia estudantil. Expansao universitária sim, mas seguida de políticas de assitência estudantil eficazes esem sucateamento das estruturas da universidade.
Aula embaixo de árvore…se a gente ainda tivesse um campus com árvores…
Publicado por Anônimo | 29/03/2010, 13:05