No dia 19 de novembro, representantes das diretorias das entidades que compõem o Conselho de Entidades da Unifesp, ADUNIFESP- SSind, APG, CAPB e CAPED reuniram-se para discutir e posicionar-se acerca dos acontecimentos ocorridos durante o I Congresso  da Unifesp, cuja primeira etapa ocorreu nos dias 3, 4 e 5 de novembro.

Em primeiro lugar, gostaríamos de repudiar os explícitos casos de assédio moral vivenciados por diversos delegados participantes do evento, bem como a violação de correspondência eletrônica, ambos utilizados de forma lamentável na tentativa de criminalizar e desestabilizar a legítima articulação política de membros da comunidade Unifesp que defendem projetos semelhantes de universidade, que poderia comprometer uma suposta  intenção de construção de um espaço plural e democrático pela Reitoria, o que foi desmistificado pelo método de atuação adotado por seus assessores no referido espaço.

Antes de avançar na reflexão, é necessário compreender que a existência desse Congresso não é mérito de uma só pessoa, ou mesmo de uma gestão, mas sim fruto de um movimento que se propôs a repensar a Universidade, impulsionado pelas últimas eleições para a Reitoria da Unifesp. Acima disso, a realização do Congresso dá-se como uma necessidade urgente, num contexto em que lutas mais amplas que extrapolam os muros das universidades e apontam no sentido de superar o conceito de democracia extremamente limitado com o qual temos convivido há anos nacionalmente.

Ressaltamos a importância de continuidade do evento para a conclusão dos trabalhos previstos em sua proposta original, os quais foram impossibilitados devido ao intencional travamento, em plenária, dos encaminhamentos aprovados nos grupos de trabalho. Neste sentido, é fundamental que tenhamos documentado uma síntese do posicionamento da primeira experiência de discussão de maneira paritária – e aí reside a dificuldade de absorver, por parte do Poder instituído na Unifesp, eventuais perdas de posições – mais ampla dos problemas e rumos da nossa instituição, para além dos já conhecidos conselhos e instâncias de deliberação que, historicamente, muito pouco têm contribuído para as reais mudanças mediante processos de decisão verdadeiramente democráticos em nossa Universidade.

Para essa segunda etapa do evento, que ocorrerá nos dias 8, 9 e 10 de dezembro de 2014, consideramos essencial que as deliberações da primeira etapa sejam respeitadas, frisando-se os encaminhamentos já aprovados dos grupos de trabalho e a inversão de ordem na discussão dos subtemas nos quais o Congresso se baseia.

Por fim, manifestamo-nos enquanto resistência crítica a qualquer projeto de Universidade ou modo de gestão que cerceia a real abertura da participação da comunidade acadêmica nas deliberações sobre o caráter e os rumos das instituições públicas de ensino superior.

Assinam este manifesto:

Diretoria Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Adunifesp-SSind)

Diretoria da Associação do Pós-Graduandos da Universidade Federal de São Paulo (APG)

Diretoria do Centro Acadêmico Pereira Barreto (CAPB)

Diretoria do Centro Acadêmico de Pedagogia (CAPED)

Diretoria do Centro Acadêmico Livre de Serviço Social – Ricardo Ferreira Gama (CARFG)

Diretoria do Centro Acadêmico das Tecnologias em Saúde (CATS)

Diretoria do Centro Acadêmico Leal Prado (CALP)

Diretoria do Centro Acadêmico Ana Bretas (CAAB)

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