Frente ao corte de verbas, à precarização dos serviços e da qualidade da educação, à possibilidade de fechamento do restaurante universitário e à retirada de direitos de permanência estudantil; os estudantes da Unifesp campus São Paulo se mobilizaram em prol dessas pautas, articulando paralisação composta por diversas atividades e ato ao final do dia. O estudante é central dentro do ambiente universitário e, como tal, deve ter direito pleno de ocupação de espaço e formação de qualidade atrelados à qualidade de vida; ressaltando sempre que a vivência universitária se compõe de aspectos que excedem os acadêmicos. Diante disso, a mobilização começou com uma oficina de cartazes, incluindo intervenção nas escadas da diretoria da Escola Paulista de Medicina e também casa símbolo da instituição.

Em seguida, os alunos migraram para o bandejão, onde está acontecendo uma ocupação passiva, representativa não apenas da insatisfação diante da atual situação da Unifesp, mas sobretudo de uma efervescência da consciência coletiva de que esse espaço pertence aos discentes e deve funcionar em seu benefício. A ocupação, apesar da resistência da diretoria, está acontecendo sem grandes intercorrências, com os alunos ocupando os postos de trabalho e dando funcionamento ao RU.

A programação para o transcorrer da tarde inclui debate sobre nossas pautas e repasses de outras universidades públicas que também vêm sofrendo com o subfinanciamento e apoiam a luta. Uma concentração às 16h para o ato tomará espaço no Diretório Central dos Estudantes em seguida.

As instituições aqui representadas incluem os centros acadêmicos da Medicina, da Fonoaudiologia, da Biomedicina, da Enfermagem e das Tecnologias em saúde da Unifesp campus São Paulo; da Unifesp dos campus Guarulhos e Diadema; da DENEM (Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina); da USP; Da Unicamp; da UFABC; da UNE (União Nacional dos Estudantes); e da UEE-SP (União Estadual dos Estudantes de São Paulo).

Ocupação e Resistência estudantil de uma Unifesp em luta!

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