O curso de medicina estrutura-se de forma predominantemente técnica e passiva, suprimindo o ímpeto criativo e a crítica da comunidade acadêmica, sob o pretexto de uma excelência do ensino. Isso é desumanizante e alienante para a formação dos estudantes e, consequentemente, médicos.

Contudo, em nossa vivência enquanto alunos, percebemos o quanto tal modelo é ultrapassado e ineficiente para nossa formação como profissionais e agentes sociais. Ciente disso e ansiando por mudanças, a Chapa Flores de Papel se propõe a reorganizar e produzir junto à comunidade discente, um Centro Acadêmico dinâmico, que busque melhorar a qualidade de vida dos alunos e construir uma Universidade e Sociedade mais democráticas e justas.

A Chapa Flores de Papel acredita na articulação dos estudantes como a força motriz para mudança, superando a apatia e desinteresse decorrentes de um cotidiano desgastante e da carga horária excessiva, assim como o esvaziamento político presente na Escola Paulista de Medicina. Através da aproximação à comunidade universitária e construção constante do nosso projeto de Centro Acadêmico, pretendemos conquistar nossas demandas, desde um modelo de ensino democrático, enriquecedor e condizente com a nossa realidade, até um SUS efetivamente universal e eficiente.

Objetivando ir além das necessidades burocráticas, propomos fomento ao debate em espaços de formação frequentes, integração dos estudantes às questões institucionais, intensificação do diálogo com os discentes (compartilhando informações e ouvindo demandas, para construirmos juntos soluções), adequação da permanência estudantil e da busca por maior vínculo com a instituição.

A Universidade é um espaço de reprodução e perpetuação da dinâmica social e, portanto, transformá-la é também transformar a sociedade. A Chapa Flores de Papel propõe a retomada do papel central do estudante no ambiente universitário, unindo nossas vozes em prol de uma melhor educação, uma universidade mais diversa, e defesa dos interesses estudantis, tornando a Unifesp mais consciente de si e da população a quem serve.

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